terça-feira, 22 de outubro de 2013 0 comentários

Sobre florestas, incêndios e sentimentos

Um dia desses assisti no Discovery Channel um documentário sobre o parque nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos, onde falavam sobre o poder devastador das queimadas e como o homem evoluiu suas técnicas e ferramentas para o combate a incêndios de grandes proporções. Mas o que realmente me intrigou foram as descobertas de pesquisadores que afirmaram que é muito mais benéfico para a natureza que o homem não interfira, ou seja, deixe a floresta queimar.

De inicio imaginei que seria mais uma falácia de cientistas despreocupados com a questão ecológica, ou aquelas pesquisas e estudos um tanto inúteis que volta e meia vemos na mídia. Mas me mantive firme e resisti a tentação de apertar um pequeno botão no controle remoto. E então o narrador começa a relatar o comportamento da flora e fauna de Yellowstone após  um grande incêndio que ocorreu em 1998. Foi observado que plantas mais antigas que estavam enfraquecidas, ou mesmo podres não resistiram e foram consumidas, assim como toda vegetação rasteira. Muitos animais foram mortos, insetos também não resistiram àquela situação caótica. Porém, para o espanto de muitos (inclusive o meu) os cientistas constataram que após este grande incêndio a floresta passou por uma incrível renovação com a instalação de novas espécies, novos ecossistemas, inúmeras pragas foram aniquiladas e o crescimento da floresta em qualidade e diversidade foi algo extraordinário.

Muitas vezes quando o caos se aproxima de nossos sentimentos, da nossa família ou até mesmo da nossa igreja sentimos um medo natural de que não venhamos a resistir, medo de sermos consumidos pelos incêndios da vida. Mas devemos ter a confiança de que Deus está no controle de todas as situações e tudo coopera para um bem maior (Romanos 8:28). 

Deixe queimar!!! Deixe Deus trabalhar, deixe-O moldar as estruturas da sua vida, consumir o que tem impedido o seu crescimento, aniquilar todo parasita ou pestes que tentam te levar a morte espiritual. As tempestades virão, vendavais virão e incêndios também virão mas a certeza é que, assim como aquela catástrofe de Yellowstone converteu-se para um crescimento espetacular, as perdas e derrotas do presente contribui para uma grande vitória que está por vir. Tenha fé, não desista prossiga para o alvo que é Cristo Jesus o nosso Senhor.

(Originalmente publicada em fevereiro de 2013)
Cleiton Cardoso
twitter: @cleitoncardoso
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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013 0 comentários

Profecia guardada no Vaticano prevê que o próximo Papa será o último


Após o anúncio de Bento XVI de que irá renunciar ao papado no próximo dia 28 de fevereiro, alguns cristãos pararam para refletir a respeito das profecias do apocalipse e de um santo católico, chamado São Malaquias, que lista o próximo líder da Igreja Católica como o úlitmo a exercer o mandato como Papa.
Os textos de São Malaquias estão expostos no Vaticano, e tratam da sucessão dos Papas. Em suas previsões, o santo católico atribuiu pequenas frases como síntese do mandato de diversos papas, listados em sequência por ele.
Em 1139, ele divulgou uma lista com 112 pontífices que assumiriam o posto de líder máximo da igreja romana após o término do do pontificado do então Papa Celestino II, que ocorreu em 1143.
Há grandes similaridades entre as frases atribuídas por São Malaquias aos três papas mais recentes, e seus mandatos na prática.
Sobre João Paulo I, o 109º Papa da lista, a frase usada pelo santo para definir o mandato foi “De Medietate Lunae” (Da Meia-lua, em tradução do latim). A semelhança está no fato de que o nome do Papa João Paulo I era Albino Luciani, que significa luz branca. Este Papa exerceu o pontificado por apenas um mês, e faleceu em 1978. Eventos significativos na vida do Papa ocorreram em noites de meia-lua, segundo informações do O Dia Online.
Já o Papa João Paulo II, que exerceu o pontificado até 2009, quando faleceu aos 92 anos, ocupou o 110º lugar na lista de São Malaquias, que definiu o santo padre que ocuparia este posto com a frase “De Laboris Solis”, que traduzido do latim significa “Do trabalho do sol”, e foi interpretado como “aquele que vem do leste ou como o papa de um grande e prolongado trabalho”. Karol Józef Wojtyła, seu nome de batismo, nasceu na Polônia e exerceu o pontificado por 27 anos, o terceiro mais longo da história da Igreja Católica.
O 111º Papa da lista de São Malaquias, Bento XVI, foi definido como “Gloria olivae”, que significa “Glória das oliveiras”, um lema que faz associação à ordem fundada por São Bento, e que usa a oliveira como símbolo. O texto de São Malaquias indica que o pontificado do 111º Papa seria comparado ao de Bento XV, o 104º da lista e que ficou marcado como um adepto da paz, apesar de não ter conseguido evitar a Primeira Guerra Mundial.
A profecia diz ainda que o 111º Papa, Bento XVI, não conseguiria conter uma terceira grande guerra, que seria travada por nações árabes contra a região em que atualmente ficam os Estados Unidos da América, e na sequência, contra a Europa e a África. São Malaquias escreveu ainda que o 111º Papa seria morto durante essa guerra, em algum momento entre os anos de 2009 e 2010, o que não ocorreu.
Na lista de São Malaquias, o 112º Papa é o último listado e definido com um nome, ao invés de uma frase: “Petrus Romanus”, que significa Pedro, o Romano, nome do primeiro bispo de Roma, o apóstolo Pedro. Segundo a profecia de São Malaquias, o pontificado deste Papa terminará com o Juízo Final e o fim da Igreja Católica: “Pedro, o Romano, que vai alimentar as ovelhas através de muitas tribulações, após as quais a cidade das sete colinas será destruída e o juiz tremendo julgará o seu povo. Fim”, diz o texto, publicado na Wikipedia.
A interpretação de que o próximo Papa será o último da Igreja Católica também é compartilhada pelo estudioso Luiz Carlos Fernandes.
Entretanto, a interpretação de Fernandes para as profecias registradas na Bíblia compreende que o novo Papa será o anticristo: “Após a saída de Bento XVI que é o sétimo Rei e Papa, o Vaticano se dividirá em quatro governantes. Somente após isso virá o oitavo Rei e Papa. Na verdade não será humano, será um demônio personificando o falecido Papa João Paulo II, que com certeza foi o mais famoso em todos os tempos. Ele supostamente ressuscitará voltando da morte para a vida. Ele sim será o oitavo Rei e Papa o verdadeiro anticristo que a Bíblia revela e levará o mundo a perdição (Apocalipse 17)”, diz, fazendo referência ao fato de que desde a instituição do Vaticano como Estado, o novo Papa será o oitavo a ser eleito pelo conclave.
Fonte: Gospel+

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013 0 comentários

Vocês perderam o bonde!


Não busquem atalhos para Deus. O mercado está inundado de fórmulas infalíveis, indolentes para uma vida bem-sucedida, que podem ser praticadas em seu tempo livre. Não se apaixonem por isso, embora multidões de pessoas se apaixonem. O caminho para vida – para Deus! – é vigoroso e requer atenção total.

Desconfiem dos falsos pregadores que riem muito, gotejando sinceridade na prática. As possibilidades são de que eles estejam à espreita para roubá-lo de uma maneira ou de outra.

Não se impressionem com carisma; procurem ter caráter. Quem os pregadores são é mais importante do que o que dizem. Um líder genuíno nunca irá explorar suas emoções ou sua carteira. Essas árvores adoecidas com maçãs podres serão cortadas e queimadas.

Saber a senha correta – dizer “Mestre, Mestre”, por exemplo – não os levará a lugar algum comigo. O que é exigido é a obediência séria – fazer o que meu Pai quer. Posso ver isso agora – no juízo final, milhares desfilando diante de mim e dizendo: “Mestre, pregamos a mensagem, envergonhamos demônios, estivemos todos falando sobre nossos projetos patrocinados por Deus”. E vocês sabem o que eu vou dizer? “Vocês perderam o bonde, tudo o que fizeram foi me usar para se fazerem importantes. Vocês não me impressionam nem um pouco. Fora daqui”.

Paráfrase das palavras de Jesus no Sermão do Monte (Mt 7:13-23), retirada de Um Ano com Eugene Peterson, p.275
terça-feira, 4 de dezembro de 2012 2 comentários

Resposta ao autor do vídeo “O Castelo do Diabo”



Um tal de Milton Silva tem publicado em massa um vídeo chamado “O Castelo do Diabo”, em que ele supostamente desvenda a “maior mentira do mundo”. A princípio, pelo nível de sua argumentação, achei que não valeria a pena tentar rebater, pois seria como bater em um cachorro morto. Mas pelo fato de algumas pessoas terem ficado curiosas, sedentas por uma resposta a isto, resolvi expor o meu posicionamento. Este homem, conforme testemunhou a pessoas, diz ter recebido revelações de Deus para dizer que Jesus Cristo não é o Filho de Deus. Eu poderia muita bem enfocar a pessoa dele, de seu nível gramatical e teológico, mas não quero cair em argumentos ad hominem, isto é, não quero me enforcar na pessoa dele, pois eu poderia cair numa falácia, mas pretendo discutir as ideias e princípios pelos quais se fundamentam as afirmações deste sujeito. Enfim, vamos lá!

Argumento I: Ele interpreta o livro de Apocalipse como se fosse uma verdade a ser desvendada

Okay. Qual o problema nisto? A princípio, nenhum. O que eu quis dizer com isto? Quis dizer que ele usa muitos textos de Apocalipse para tentar descobrir várias verdades a respeito de Jesus Cristo, como se ele fosse “a primeira besta”, a qual “se alimenta do sangue dos santos”, sendo um falso Deus, um deus criado, um mero ídolo. Qual o problema nisto? O problema é que isto é uma pura contradição. Por que? Basta lermos as primeiras palavras deste livro: Revelação de Jesus Cristo (ou: Apocalipse de Jesus Cristo, do grego: Ἀποκάλυψις Ἰησοῦ Χριστοῦ). Ou seja, trata-se de uma revelação proveniente do próprio Jesus Cristo. Se Jesus Cristo fosse uma criação humana, como ele argumenta, feito pela ICAR, sendo somente um ídolo, um deus de mentira, como ele poderia ter se comunicado através de uma revelação a João? Por uma questão de fé, aceitamos este testemunho como sendo verdadeiro, vindo de Deus, do próprio Jesus Cristo. Se ignorarmos esta premissa, não podemos considerar qualquer conteúdo desta revelação como sendo verdadeiro. Ou seja, não haveria nenhuma verdade de Deus se quem revelou estas coisas a João fosse uma mera criação. Logo, não se pode extrair algo a partir deste texto como: “a primeira besta” é Jesus, um falso Deus ao qual todo o mundo iníquo adorará. Aliás, seria uma grande contradição interpretar isto como sendo verdadeiro, sendo que o próprio livro, desde o princípio mostra Jesus dizendo: “Eu Sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim, diz o Senhor, que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso” (Ap 1.8). Concluindo, é muita falta de noção asseverar a partir dos escritos do Novo Testamento que Jesus não é Filho de Deus, especialmente pelo livro de Apocalipse, o qual do começo ao fim afirma esta verdade.

Argumento II: A inquisição foi algo muito posterior aos primórdios do cristianismo

Seguindo seu argumento de que Jesus Cristo é "a primeira besta" de Apocalipse, que é casada com a grande prostituta (igreja criada por ele), que bebe o sangue dos santos, ele afirma que houve uma inquisição da igreja. Ele entende que "inquisição" é a "implantação de um falso deus", no caso, de Jesus Cristo, dando a entender que o cristianismo teve uma força para impor alguma coisa desde sua criação. Mas basta lermos e termos um pouco de noção da história do cristianismo, que então perceberemos que a situação não era bem assim. Desde o início da era cristã, o cristianismo foi tido como um movimento marginalizado. Foi considerado um movimento que em sua maioria era composta por escravos e até mesmo por mulheres (ambos vistos como meros objetos na sociedade imperial romana), pessoas pobres, camponeses, que aguardavam o reino e tinham sede da justiça de Deus - não nos esquecendo dos mais abastados, dos senhores, dos mestres da lei, dos políticos, etc. Tal movimento, o "do Caminho", o "do Nazareno" ou simplesmente o "cristianismo", foi perseguido de várias formas e por todos os lados, desde perseguições tópicos (em um local específico) até perseguições em massa (em vários locais do império). Perseguido pelos judeus (como até mesmo no caso de Saulo (o famoso apóstolo Paulo) antes de converter-se à fé em Jesus Cristo) até pelo Império Romano (como  no caso de Nero César, Diocleciano etc). O que houve de inquisição, em se tratando de cristianismo, remonta-se à Idade Média, muito depois de o cristianismo ter se tornado uma religião lícita com Constantino a partir do século IV ou de ter se tornado a religião oficial do Império Romano, antes da queda do mesmo, a partir de Teodósio I, no finalzinho também do século IV. Então, jamais se poderia dizer que o cristianismo quis se impor desde sua gênese como inquisitório, de modo que a "Igreja Católica" criou esse "deus falso" chamado Jesus Cristo, visto que nem mesmo o cristianismo era uma religião lícita até o quarto século, nem mesmo era institucionalizada, não tinha templos, não era politizada, não era reconhecida como oficial, não tinha força para fazer isso. Mas cremos que pelo poder do Espírito Santo muitos se converteram ouvindo a palavra de Deus, tendo a fé em Jesus Cristo como sendo o Filho eterno de Deus, incriado, sem mácula, mas sendo o sarador dos pecados da humanidade decaída com sua graça divina.

Argumento III: Jesus Cristo não pode ter sido uma invenção da ICAR (Igreja Católica Apostólica Romana)

Como eu disse acima, oficialmente, o cristianismo só vem a tornar-se uma religião lícita (do latim religio licita), isto é, uma religião permitida, a partir dos esforços do imperador Constantino. Antes disto, há uma longa história por trás. Histórias de sofrimentos, de conquistas, de mortes, de martírios - de Cristo aos apóstolos, dos primeiros convertidos a muitos outros cristãos. Se imaginarmos a hipótese de este "falso deus" ter sido imposto após o cristianismo ter alguma força política, precisamos nos remeter ao quarto século da era cristã, não podendo ser antes. Mas o fato é que antes da constantinopolização do cristianismo, de sua legalização, do término oficial [e oficioso] de perseguições, há muitos registros que comprovam que não tem como ter sido assim. Há milhares de manuscritos dos primeiros séculos da era cristã que foram preservados. Alguns poucos manuscrutos do Novo Testamento ainda do primeiro século, muitos do segundo e muitíssimos de a partir do terceiro século. Portanto, a igreja católica não pode ter inventado esta história de que Jesus é o filho de Deus. Pelo menos não eles como sendo reconhecidos como algo legítimo, pois os registros precedem em muito a sua gênese.

Argumento IV: Não preciso de mais argumentos, ele mesmo se condena

No vídeo, ele propõe  o seguinte raciocío acerca do número da besta descrito em Apocalipse 13.18:

"marca da besta.
6             6             6
pai filho e espírito santo!
Repare que são três títulos e três números , cada número representa um título que somado da 666." (sic)

Qual é a lógica disto? Por favor, alguém pode me explicar ou só eu estou achando que é uma grande forçação de barra? Depois desta, não sei porque continuo escrevendo. Não compensa querer tentar descobrir o significado disto à luz do contexto histórico vivido pelas comunidades de fé cristã em que tal texto sagrado foi inserido, como no caso de se somarem os algarismo para se chegar ao nome de Nero César, que foi um dos que perseguiram. E, de fato, qualquer argumento deste tipo teria muito mais respaldo do que qualquer suposta revelação que venha dizer que Jesus Cristo não é o Filho de Deus.

Texto para a meditação:

"E todo o espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que já está no mundo". (I João 4.3)

Com muito prazer,

Wesley Weiss
quinta-feira, 29 de novembro de 2012 0 comentários

Falcão Garcia fala de sua fé e atribui seu sucesso no esporte a Deus


O jogador de futebol colombiano Falcão Garcia, atacante do Atlético de Madrid, concedeu entrevista para uma rádio espanhola, na qual deu seu testemunho de fé e contou que frequentou a igreja com o brasileiro Kaká.
Evangélico, o jogador disse que desde a infância ia a igreja com a mãe, e que começou a se envolver com o futebol aos 13 anos.
Falcão falou das dificuldades que enfrentou ao se mudar para jogar na Argentina, onde viveu numa pensão com 80 jogadores. ”Aqueles anos foram muito difíceis, se acostumar a viver com tantas pessoas e não ter o seu próprio espaço, se habituar às regras e horários, mas nunca fui rebelde”, declarou.
Ao responder sobre a diferença entre cristãos evangélicos e católicos, o jogador disse que os evangélicos não adoram imagens, buscam aprender mais sobre a Bíblia e colocar esses conhecimentos em prática.
O jogador também afirmou que tudo o que alcançou foi por meio da graça divina. ”Foi Deus que me deu saúde e talento, e o que me fez chegar até aqui foi seu poder em minha vida. Tenho visto e comprovado isso por várias vezes”, declarou, afirmando ainda que nunca deixará de reconhecer isso.
Quando o repórter perguntou sobre o grande sucesso que fez esse ano, Falcão se mostrou realista. ”Contanto que não influencie sobre o que é realmente importante, como o meu desempenho em campo, eu não mudaria nada, apreciando e compartilhando isso com as pessoas ao meu redor, porque a fama passa, e o futebol vai acabar algum dia”.
Falcão disse ainda que a Bíblia é um manual que nos diz como Deus gostaria que vivêssemos, e a oração é uma forma de se comunicar com o Senhor. Ele completou dizendo que Jesus é uma das pessoas mais influentes na sua vida.
Fonte: Gospel Mais
sexta-feira, 26 de outubro de 2012 0 comentários

Forever Alone


Quem tem internet (e usa) provavelmente já conhece o tal ‘Forever Alone’, uma piadinha de internet que é a personificação da pessoa solitária. Em todas as situações, ele está sozinho. Mais do que isso: quem está sozinho é um ‘Forever Alone’. Se você nunca ouviu falar, dá uma pesquisada no Google e depois volta aqui. Pronto.
Será que a Palavra de Deus fala algo a respeito de solidão? Será que nós, usuários da internet, essa enorme multidão de pessoas solitárias, podemos aprender algo sobre esse assunto na Bíblia?
Foi pensando nisso (em um momento bem solitário) que resolvi tentar escrever essa série de pequenas reflexões a respeito da solidão à luz da Bíblia. Se você é uma pessoa solitária, não fique com medo: a ideia não é fazer um monte de piadinhas sobre o fato de você estar só. Sei que é um assunto sério, então vou tentar tratar de forma (mais ou menos) séria.
Então, pra começar colocando as coisas numa perspectiva Bíblica, vamos ler alguns textos:
Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: Deus conosco).’ (Mateus 1.23 e Isaías 7.14)
Jesus Cristo é a plena revelação de Deus. Em Hebreus 1.1-2 aprendemos que Deus revelou-se de várias formas no passado, mas, nos últimos dias, revelou-se por meio de Jesus, o Filho de Deus, o Deus-homem, semelhante a nós. Anunciando a vinda do Messias, o nome que Deus escolheu foi esse: ‘Deus conosco’. A ideia central do Evangelho é que o perfeito Filho de Deus morre em nosso lugar e, assim, não precisamos mais sofrer a merecida condenação pelos nossos pecados. E parte dessa missão do Filho é também uma das características do nosso Deus: Deus conosco. Deus aqui, durante a encarnação, sofrendo as mesmas dores e dificuldades que nós, sendo tentado, passando frio, fome e dor. Mas Deus não esteve “conosco” somente durante a encarnação.
‘E eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século.’ (Mateus 28:20)
Como o C. S. Lewis disse uma vez, temos somente duas alternativas: ou Jesus é um louco varrido, que mentia e enganava todo mundo o tempo todo e formou um grupo de gente mais louca do que Ele, malucos dispostos a enfrentarem a morte por causa de um monte de mentiras sem o menor sentido… ou Jesus é Deus e falou a verdade em tudo o que Ele disse.
Se Jesus é Deus e falou a verdade, então temos o dever de confiar nessa promessa. Podemos estar sem a companhia de outras pessoas, podemos não ter a companhia que gostaríamos de ter, mas Jesus continua conosco, todos os dias. Não estamos sozinhos quando estamos sozinhos.
Se você se sente solitário, mesmo ‘sabendo’ dessas coisas, você não está sozinho nisso (hehehe…). O texto de 1 Pedro 5.9 nos ensina que sofrimentos iguais aos nossos estão acontecendo com os nossos irmãos ao redor do mundo. No entanto, temos que lutar contra a incredulidade, da mesma forma que lutamos contra outros pecados. Em João 14:1, vemos Jesus nos dizendo ‘Acreditem em mim’ e, em Marcos 9.24, vemos Quem é o único que pode nos ajudar na luta contra a incredulidade.
Da mesma forma que lutamos contra nossa tendência pecaminosa à lascívia, à preguiça, à mentira, à inveja, temos que lutar contra a nossa incredulidade. Temos que crer em Deus quando Ele diz de Si próprio que é Deus Conosco, devemos acreditar em Jesus quando Ele promete estar conosco todos os dias. Aquilo que cremos molda tudo o que somos.
Olhando dessa forma, partindo dessa perspectiva de que não somos de fato ‘Forever Alone’ (estamos mais pra ‘NEVER Alone’…), os próximos posts sobre o assunto vão fazer mais sentido.
Daniel TC | iPródigo
quarta-feira, 24 de outubro de 2012 0 comentários

Sobre florestas, incêndios e sentimentos


Um dia desses assisti no Discovery Channel um documentário sobre o parque nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos, onde falavam sobre o poder devastador das queimadas e como o homem evoluiu suas técnicas e ferramentas para o combate a incêndios de grandes proporções. Mas o que realmente me intrigou foram as descobertas de pesquisadores que afirmaram que é muito mais benéfico para a natureza que o homem não interfira, ou seja, deixe a floresta queimar.

De inicio imaginei que seria mais uma falácia de cientistas despreocupados com a questão ecológica, ou aquelas pesquisas e estudos um tanto inúteis que volta e meia vemos na mídia. Mas me mantive firme e resisti a tentação de apertar um pequeno botão no controle remoto. E então o narrador começa a relatar o comportamento da flora e fauna de Yellowstone após  um grande incêndio que ocorreu em 1998. Foi observado que plantas mais antigas que estavam enfraquecidas, ou mesmo podres não resistiram e foram consumidas, assim como toda vegetação rasteira. Muitos animais foram mortos, insetos também não resistiram àquela situação caótica. Porém, para o espanto de muitos (inclusive o meu) os cientistas constataram que após este grande incêndio a floresta passou por uma incrível renovação com a instalação de novas espécies, novos ecossistemas, inúmeras pragas foram aniquiladas e o crescimento da floresta em qualidade e diversidade foi algo extraordinário.

Muitas vezes quando o caos se aproxima de nossos sentimentos, da nossa família ou até mesmo da nossa igreja sentimos um medo natural de que não venhamos a resistir, medo de sermos consumidos pelos incêndios da vida. Mas devemos ter a confiança de que Deus está no controle de todas as situações e tudo coopera para um bem maior (Romanos 8:28). 

Deixe queimar!!! Deixe Deus trabalhar, deixe-O moldar as estruturas da sua vida, consumir o que tem impedido o seu crescimento, aniquilar todo parasita ou pestes que tentam te levar a morte espiritual. As tempestades virão, vendavais virão e incêndios também virão mas a certeza é que, assim como aquela catástrofe de Yellowstone converteu-se para um crescimento espetacular, as perdas e derrotas do presente contribui para uma grande vitória que está por vir. Tenha fé, não desista prossiga para o alvo que é Cristo Jesus o nosso Senhor.

Cleiton Cardoso
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