quinta-feira, 3 de maio de 2012

QUANDO A MORTE SE TORNA VIDA


Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus nosso Senhor. (Romanos 6:11)

O apóstolo Paulo quando escreveu essa carta para os cristãos de Roma tinha como objetivo preparar o caminho para a obra que ele esperava realizar lá, mas também quis esclarecer aos cristãos romanos acerca da falsa teologia que muitos estavam querendo implantar naquele local. Por isso a epístola aos romanos é a mais longa, mas teológica e mais influente das escritas por ele.

E em Roma, assim como nos nossos dias, muitos estavam confundindo a liberdade que temos em Cristo com a libertinagem. Talvez até pensando da seguinte maneira: Se a abundancia do pecado possibilitou a superabundância da graça, logo (por uma lógica distorcida), Deus seria glorificado ainda mais pelos muitos pecados do homem. Infelizmente nos nossos dias isso não é diferente. Muitos têm vivido uma vida abundante de pecado certos de que a qualquer momento Deus estará disponível para derramar a Sua superabundante graça. É claro que Ele está disponível, mas quem garante que essa pessoa terá a oportunidade de se achegar a Deus com sinceridade? Paulo responde a isso mostrando que o propósito da graça é a libertação do pecado.

Sabemos que todos nós temos essa natureza adâmica, que herdamos do primeiro casal, e essa natureza nos impulsiona ao pecado (Eis que em iniqüidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe. Salmos 51:5), e ainda que através de um homem o pecado entrou no mundo e contaminou toda a humanidade, mas a palavra também declara que através de um só homem a salvação chegou a todos os homens e este homem é Jesus Cristo o filho de Deus. (Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um muitos serão feitos justos. Romanos 5:19).

A partir do momento que aceitamos o sacrifício de Jesus por nós naquela cruz é como se deixássemos o país onde o pecado é soberano. Como podemos viver ainda na velha casa que tínhamos lá? Nosso velho modo de viver foi pregado na cruz com Cristo. Devemos pensar assim: O pecado fala uma língua morta que nada significa para nós. Deus fala a nossa língua materna e entendemos cada palavra!

Quando morremos para o pecado?

Morremos para o pecado do ponto de vista de Deus. O Senhor considera que nós morremos com Cristo na cruz. O nosso velho homem foi com Ele crucificado (vv 6). Na cruz estava sendo crucificado Jesus e toda a natureza pecadora da humanidade. E da mesma forma fomos ressuscitado com Ele na ressurreição para uma nova vida.

Morremos para o pecado quando fomos batizados nas águas. Ali fizemos uma declaração pública de que o velho homem já morreu, o velho Cleiton não existe mais, assumimos um compromisso de rejeitar o pecado e viver para Cristo.

Morremos para o pecado quando nascemos de novo pelo Espírito. Recebemos o poder de Cristo para resistir ao pecado, para morrer diariamente para o pecado, deixando de lado os desejos da carne e vivendo uma nova vida em obediência a Deus.

Todos os dias somos tentados a confundir a liberdade que temos em Cristo Jesus com a libertinagem, com a falta de compromisso com Deus e o inimigo de nossas almas esta procurando apenas uma oportunidade para nos tirar do caminho da salvação. Todos os dias as propostas vêm, as tentações vêm, o pecado vem e cabe a mim e a você fazer a nossa escolha: Vou ceder ao inimigo ou vou escolher ser amigo de Deus?

Cleiton Cardoso


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